terça-feira, 15 de abril de 2014

Terror em Amityville

    Em 1965 a família Defoe comprou uma bela e grande casa na Avenida Ocean, onde tinham a esperança de viverem bem e confortavelmente por muito tempo, infelizmente a alegria dessa família não durou, pois mal sabiam que um assassino morava junto com eles.

Foto dos 5 irmão

Ronald “Butch” Júnior era o mais velho de cinco irmãos e também o mais problemático, pois tinha envolvimento com drogas e às vezes cometia pequenos furtos para sustentar seu vício. Por esse mau comportamento, as brigas entre ele e seu pai (Sr. Ronald DeFeo) eram comuns.
Contudo, no dia 13 de Novembro de 74, Ronald, por um motivo desconhecido, resolveu matar todos os membros de sua família. Ele pegou uma carabina e atirou duas vezes contra seus pais. Logo em seguida foi ao quarto de cada um dos seus irmãos e disparou contra eles também. Para finalizar assassinou as outras duas irmãs. Tudo isso foi feito enquanto todos dormiam e por algum motivo estranho ninguém acordou com os disparos. Outro fato interessante é que todos forram colocados de bruços antes de serem atingidos.

Ronald e seu pai

Sabendo que acabaria na cadeia, Ronald pediu ajuda a seus amigos para que mentissem em seu favor de modo a criar um álibi. Mas a arma do crime e outras coisas que o culpavam pelo ato foram encontradas e ele acabou indo a julgamento, onde confessou os crimes: “Começou tudo muito rápido. Assim que comecei, não consegui parar. Foi tudo muito rápido”.

Um dos corpos sendo retirado da casa

Ronald ainda declarou: “Eu não matei a minha família, eles iam me matar. O que eu fiz foi em autodefesa e não há nada de errado com isso. Quando tenho uma arma na mão, não há dúvida nenhuma sobre quem eu sou. Eu sou Deus.”  Ronald “Butch” Júnior foi a julgamento, onde acabou confessando seus crimes e alegando autodefesa, porém mesmo assim acabou sendo condenado a mais de 100 anos de prisão.

Ronald sendo preso

Mesmo com o crime resolvido, algumas questões ainda ficaram em aberto, pois suspeita-se que a irmã mais velha de Ronald, Dawn, tenha ajudado a matar seus familiares, para que os dois ficassem com o dinheiro da família, pois segundo relatos os dois praticavam incesto.
Essa suspeita surgiu quando foi encontrado um rastro de pólvora nas roupas dela. Isso faz com que o crime tenha sido planejado. Nesse caso é um mistério seu irmão tê-la matado. Acredita-se que o assassinado de Dawn fora motivado pelo egoísmo de seu irmão mais velho, pois assim ele ficaria com todo o dinheiro e ainda se livraria de uma testemunha.


Uma questão relevante é o porquê que seus irmãos não fugiram, após os primeiros disparos que vitimaram seus pais. Existem várias teorias sobre isso, no entanto a mais provável é que as crianças tenham sido forçadas a ficarem deitadas, assim Ronald conseguiu matar todos em suas camas, como se eles estivessem dormindo na hora que morreram.

A arma do crime



Um mistério muito grande envolvendo esse crime é que os vizinhos não foram capazes de ouvir nenhum disparo, algo que é estranho, pois a carabina que foi utilizada era extremamente barulhenta e a casa dos vizinhos era próxima. A possibilidade de algum tipo de silenciador ter sido usado também foi descartada pelas investigações. Essa é uma grande questão em aberto, pois mais de 10 tiros foram disparados e os vizinhos disseram no depoimento estarem em casa, dessa maneira eles deveriam ter ouvido algum dos tiros, mas por alguma razão inexplicável eles não ouviram…
Parece que a casa número 112 da Avenida Ocean não era um local dos mais acolhedores, porém depois dos crimes a residência se tornou ainda pior.
Apesar do crime, a casa foi vendida logo após o acontecido, em dezembro de 1975, para a família Lutz, que era composta por George e Kathleen, além de seus três filhos.
Os Lutz diziam não estarem incomodados com o que ocorreu na casa, mas logo que começaram a viver lá levaram um padre para benzer a residência. Durante a benção, o padre afirma ter ouvido uma voz, que dizia para irem embora, porém ele não relatou isso a família inicialmente, apenas recomendou que eles não usassem o quarto onde o fenômeno havia ocorrido.
Mesmo com a benção, a família não conseguiu viver e abandonou a residência apenas 28 dias após terem entrado nela, pois muitas coisas estranhas atormentavam a todos, como gritos, som de tiros e aparições de fantasmas.


Sem uma família vivendo no local, vários caça fantasmas iniciaram suas investigações no local e diversos fenômenos sobrenaturais foram documentados na casa. O acontecimento mais famoso foi registrado em foto, onde se pode ver claramente uma criança espiando o fotógrafo de um dos quartos, foto esta que você vai ver no fim do texto se tiver coragem.
Após tudo isso, a casa ficou muito famosa e diversas pessoas iam até lá para visita-la. Dessa maneira ela teve que passar por reformas para perder a aparência que todos conheciam. Hoje a fachada está bem diferente do que era na época do crime.


Antes e Depois

Todos os mistérios que envolvem esse crime jamais forão respondidos, só se sabe que algo realmente bizarro aconteceu nessa casa estranha e isso a deixou ainda mais esquisita do que era, tornando-a um dos lugares mais misteriosos do mundo.





terça-feira, 8 de abril de 2014

Junko Furuta - Caso da Colegial Concretada



Junko Furuta era aluna de uma escola de má reputação, repleta de delinquentes. Faltava constantemente as suas aulas por nenhum motivo importante e saía com muitos rapazes diferentes. Seus pais e professores, já cansados de sua má conduta, não tinham mais vontade de orientá-la.

Em novembro de 1988, Junko Furuta foi sequestrada por quatro rapazes. Por ter o costume de passar noites fora sem avisar ninguém, o mandado de busca só foi pedido por seus pais na segunda noite, e testemunhas oculares a viram entrar em um táxi junto a um rapaz indo em direção de um Motel naquela noite. O rapaz não portava nenhum tipo de arma que pudesse ser usada para ameaçá-la no momento e se ela quisesse, poderia ter fugido.

Acima de tudo, sua reputação era péssima e muitos disseram que a garota tinha hábitos suspeitos, além de costumar enturmar-se com membros da Yakuza.
J
unko foi mantida em caticeiro por 44 dias na casa dos pais de um deles. Para evitar a perseguição, um deles forçou Furuta a ligar para os pais dizendo que havia fugido de casa, mas que estava bem na casa de um amigo. Além disso, também foi obrigada a fingir que era namorada de um deles. Os pais do rapaz perceberam que era mentira, mas nada podiam fazer já que um dos raptores, membro da máfia Yakuza, ameaçou usar suas conexões contra seus familiares.

De acordo com as declarações no julgamento, Furuta foi estuprada e espancada diversas vezes.

Abaixo você terá uma linha temporal contendo as principais torturas, coletadas por meio de processo tribunal:

1º dia: Junko é sequestrada e mantida em cativeiro. É obrigada a mostrar-se como namorada de um dos rapazes e forçada a ligar para seus pais dizendo que fugiu de casa.
Mais tarde, é estuprada, obrigada a comer baratas, beber a própria urina, a se despir na frente de outros, a se masturbar e por fim é queimada com isqueiros e tem objetos inseridos na vagina/ânus.

11º dia: É espancada inúmeras vezes, tem sua face empurrada contra o concreto, as mãos amarradas ao teto e o corpo utilizado como um saco de pancadas. Seu nariz sangrava tanto que Junko só podia respirar pela boca. Halteres foram jogados contra seu estômago, vomitou quando tentou beber água (pois seu estômago não conseguia aceitá-la), tentou fugir e foi punida com queimaduras de cigarro nos braços. Um líquido inflamável foi derramado em seus pés e pernas, queimando-os, e garrafas foram inserida em seu ânus, causando ferimentos.

20º dia: Não conseguia andar direito devido às queimaduras graves nas pernas. Fogos de artifício foram introduzidos no ânus e acesos, suas mãos foram esmagadas por pesos e as unhas se racharam. Não bastante, foi espancada com tacos de golfe, varas de bambu, barras de ferro e teve cigarros e espetos de grelhar frango inseridos na vagina e no ânus, causando hemorragias. Ao final do dia foi forçada a dormir na varanda, no frio.

30º dia: Teve cêra quente espirrada no rosto, pálpebras queimadas por isqueiros e agulhas transpassadas nos seios. Foi obrigada a arrancar o mamilo com um alicate, lâmpada quente e tesoura foram inseridas na vagina, causando hemorragia grave. Ao final da tortura diária, era incapaz de urinar adequadamente e seus ferimentos eram tão graves que demorou mais de uma hora para rastejar pelas escadas até o banheiro. Seus tímpanos ficaram seriamente danificados e houve uma extrema redução no tamanho do cérebro.

40º dia: Implorou aos torturadores que a matassem e acabassem logo com "aquilo".

01/01/1989: Junko saúda o Ano Novo sozinha e com o corpo mutilado. Não conseguia mais se mover.

44º dia: Tem o corpo mutilado com uma barra de ferro pelos quatro rapazes, que usam um jogo de Mah-Jong como pretexto. Sangrou pela boca e nariz e queimaram seu rosto e olhos com uma vela. Por fim, derramaram fluído de isqueiro em suas pernas, braços, rosto e estômago, e depois a queimaram. A tortura final durou duas horas.

Junko Furuta morreu em choque nesse mesmo dia mais tarde, com dor e sozinha, mas nada poderia se comparar aos 44 dias de sofrimento que passou. Ao total, estima-se que ela tenha sido estuprada 400 vezes.
Quando sua mãe ouviu a notícia e os detalhes do que tinha acontecido à sua filha, ela desmaiou e teve de se submeter a um tratamento psiquiátrico ambulatorial.
Os garotos alegaram não saber o quão machucada Junko estava, pensando que ela estava fingindo. Eles esconderam o corpo em um cilindro de 55 galões cheio de cimento, desfazendo-se dele em Koto, Tóquio.

Eles foram presos e tratados como adultos, mas suas identidades foram mantidas em segredo pela Lei japonesa sobre crimes cometidos por menores.


terça-feira, 25 de março de 2014

Unidade 731

Em 1989, operários que trabalhavam na estação de Shinjuku, em Tóquio, fizeram uma descoberta surpreendente: No subterrâneo, estavam enterrados restos humanos de centenas de pessoas!

Estas pessoas foram cobaias de experiências militares durante a Segunda Guerra Mundial, e eram aprisionadas em um campo de concentração conhecido como Unidade 731, localizado na Manchúria. Com o final da guerra, os corpos e cobaias restantes foram transferidos para o laboratório do médico responsável e ali foram enterrados. O laboratório era localizado à poucos metros de onde os operários encontraram os restos mortais e era conhecido como "Escritório de Purificação da Água", para não levantar suspeitas.

A unidade 731 foi uma base de pesquisas e desenvolvimentos de bactérias e armas biológicas testadas em humanos no Japão durante a guerra Sino-Japonesa e a Segunda Guerra Mundial onde todo tipo de experimentação secreta era realizado.

Essa base se localizava em Pingfang um distrito que fica na cidade de Harbin em Manchukuo(nordeste da China) e foi responsável por alguns crimes de guerra na China e na Ásia, dando palco a uma das maiores atrocidades cometidas pelo exército imperial japonês.

Os experimentos foram liderados sob o comando do general e médico Shiro Ishii do exército de Guandong que era comandado pela polícia militar(Kenpeitai).


Alguns dos experimentos vieram a público chocando as pessoas na época,diante da brutalidade e frieza que eram cometidos,dentre esses experimentos estão:

 - A vivissecção de pessoas incluindo mulheres grávidas para testarem os efeitos de drogas e doenças,para ver como essas pessoas se comportavam diante das doenças;
 - Membros amputados e que geralmente eram colocados em outras partes do corpo o simplesmente eram retirados para ver se as cobaias conseguiriam se regenerar depois;
 - Congelamento,pessoas era congeladas para tratamento ou não da gangrena resultante;
 - Pessoas eram presas em minúsculas câmaras onde eram ateadas fogo com lança-chamas e também granadas para ver como reagiriam;
 - Eram injetadas doenças disfarçadas de vacinas para se estudarem os efeitos causados;
 - Presos dos dois sexos foram infectados deliberadamente com sífilis e as dos sexo feminino foram estupradas por homens que tinham gonorreia apenas para estudo dessas doenças;
 - Alguns presos também tiveram seus órgãos retirados e recolocados em outros lugares do corpo;




Muitas outras atrocidades também foram testadas como:sangue animal injetado nas veias para ver como o organismo se comportava, pessoas enterradas vivas, pessoas eram colocadas em câmaras de pressão ou em centrifugas e pequenos parasitas eram infectados por doenças e depois espalhados pelo ar nas cidades onde havia guerra.

Estima-se que entre os anos de 1937 a 1989 mais de quatrocentas mil pessoas tenham morrido com os experimentos da base 731.

O filme "Men Behind the Sun" (Os Homens Por Trás do Sol, em tradução literal) relata algumas experiencias ocorridas na Unidade 731. Abaixo uma cena dessas experiências





segunda-feira, 17 de março de 2014

Experimentos Médicos Nazistas


Os Experimentos humanos nazistas foram uma série de controversas experiências científicas realizadas em uma grande quantidade de cobaias humanas que estavam detidos nos campos de concentração do regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial.
Os presos foram coagidos a participar: não sendo voluntários de boa vontade. Normalmente, as experiências resultaram em morte, desfiguração ou incapacidade permanente. Em Auschwitz e outros campos, sob a direção do Dr. Eduard Wirths, os detidos eram submetidos a diversas experiências que supostamente ajudariam na guerra, desenvolvendo novas armas, ajudando na recuperação dos militares que haviam sido feridos, e para o avanço da ideologia racial apoiada pelo Terceiro Reich.
Experimentos envolvendo crianças e particularmente gêmeos, tinham como principal responsável o médico Josef Mengele, que realizou experiências em mais de 1500 gêmeos, dos quais apenas cerca de 200 sobreviveram aos experimentos. Depois da guerra, os crimes foram julgados pelo que ficou conhecido como o Julgamento dos Médicos, a revolta dos abusos perpetrados levou ao desenvolvimento do código de ética médica em Nuremberg.
Experimentos
De acordo com a acusação, nos Processos de Guerra de Nuremberg estavam incluídas as seguintes experiências:

Experiências com gêmeos

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Dr. Menguele
Experiências com filhos gêmeos, em campos de concentração foram criados para mostrar as semelhanças e diferenças na genética e na eugenia de gêmeos, bem como para ver se o corpo humano pode ser manipulado. O líder central dos experimentos foi Dr. Josef Mengele, que realizava experiências com mais de 1.500 presos gêmeos conjuntamente, dos quais menos de 200 pessoas sobreviveram aos estudos . Embora frequentasse a Universidade de Munique (localizada na cidade que se manteve um dos pontos focais durante a revolução de Adolf Hitler), estudando filosofia e medicina, com ênfase em antropologia e paleontologia, Mengele foi varrido pelos conceitos da história nazista e chegou a dizer que “este simples conceito político finalmente se tornou o fator decisivo na minha vida“.
A recém descoberta de Mengele do “simples conceito político” o levou a fundir os seus estudos de medicina e de sua carreira política. Mengele recebeu seu doutorado por uma tese intitulada “Investigação morfológica Racial sobre a seção inferior do maxilar de quatro grupos raciais“, que sugeriu que a raça de uma pessoa poderia ser identificada pela forma da mandíbula. A organização nazista viu os seus estudos como talentosos, e Mengele foi convidado a ser o principal médico e investigador no Campo de concentração de Auschwitz, na Polônia em maio de 1943 .
Neste local Mengele organizou experiências genéticas com gêmeos. Os gêmeos foram escolhidos por idade e sexo e mantidos em quartéis nos experimentos, a qual variou de injeção de produtos químicos diferentes para os olhos dos gêmeos, para ver se eles iam mudar suas cores, e também literalmente costurar gêmeos em conjunto para tentar criar gêmeos siameses.

Experimentos sobre Congelamento

Em 1941, a Luftwaffe conduziu experimentos para aprender como tratar a hipotermia. O estudo forçou pessoas a ficarem em um tanque de água gelada por até três horas. Outros estudo colocaram prisioneiros nus em campo aberto durante várias horas com temperaturas abaixo de zero. Os experimentadores avaliaram diferentes formas de reaquecimento dos sobreviventes .
Experimentos em hipotermia conduzidos pelos nazistas
Experimentos em hipotermia conduzidos pelos nazistas
Os experimentos sobre congelamento/hipotermia foram conduzidos para o alto comando nazista. Os experimentos foram conduzidos em homens para simular as condições dos exércitos sofrido na Frente do Leste, e como as forças alemães estavam mal preparadas para o frio intenso.
Os experimentos foram conduzidos em Dachau e Auschwitz. Rascher notificava os resultados diretamente a Heinrich Himmler, e divulgava os resultados de suas experiências sobre o congelamento na conferência de médicos de 1942 intitulada “Problemas Médicos decorrentes do mar e do Inverno.
Os experimentos de congelamento eram divididos em duas partes. Em primeiro lugar, para determinar quanto tempo seria necessário para baixar a temperatura corporal até à morte, e segundo, qual a melhor forma de reanimar a vítima congelada. Método do cubo gelado provou ser o meio mais rápido para a queda da temperatura corporal. As seleções para os experimentos eram feitas entre jovens saudáveis judeus e russos. Eles estavam nus e preparados para o experimento. Uma sonda que mede a diminuição da temperatura corporal era inserido no reto. A sonda foi mantida no lugar por um anel metálico expansível, que foi ajustada para abrir dentro do reto para segurar a sonda firmemente no lugar. A vítima foi colocada em um uniforme da força aérea, e depois colocada na poça de água fria e começava a congelar.

Experimentos sobre Malária

Em torno de fevereiro de 1942 e abril de 1945, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau, a fim de investigar imunização para o tratamento da malária. Detentos saudáveis foram infectados pelo mosquito ou por injeções de extratos de glândulas mucosas das fêmeas de mosquitos infectados. Depois de contraírem a doença, estas pessoas foram tratadas com várias drogas para testar sua relativa eficiência. Mais de 1.000 pessoas foram utilizadas nesses experimentos, e desses, mais da metade morreu como resultado.

Experimentos sobre gás mostarda

Diversas vezes entre setembro de 1939 e abril de 1945, experimentos foram conduzidos em Sachsenhausen, Natzweiler, e outros campos para investigar o tratamento mais eficaz das feridas causadas por gás mostarda. Pessoas foram deliberadamente expostas a gás mostarda e outros gases, o que causava graves queimaduras químicas. As vítimas feridas foram então testadas para encontrar o tratamento mais eficaz para as queimaduras de gás mostarda.

Experimentos sobre Sulfonamida

Em torno de julho de 1942 e setembro de 1943, experimentos para investigar a eficácia da sulfonamida, um agente antimicrobiano sintético, foram realizadas em Ravensbrück. Indivíduos foram infectados com bactérias como a Streptococcusgangrena gasosa e Clostridium tetani (que provoca o tétano).  A circulação sanguínea foi interrompida pelo fato de terem sido feitas feridas nos vasos sanguíneos nas suas duas extremidades para criar uma condição semelhante a feridas de um campo de batalha. A infecção foi agravada por ter sido colocada depois quantidades de madeira e vidro fosco nas feridas. A infecção foi tratada com sulfonamida e outras drogas, para determinar a sua respectiva eficácia.

Experimentos sobre a água do mar

Em torno de julho de 1944 e de setembro de 1944, experimentos foram realizados no Campo de concentração de Dachau para estudar vários métodos de tornar a água do mar potável. Em certo momento, um grupo de cerca de 90 ciganos foram privados de comida e água, sendo dada de beber somente água do mar pelo Dr. Hans Eppinger, deixando-as gravemente feridos. Eles ficaram tão desidratados que lambiam os pisos recém-lavados, numa tentativa de obter água potável.

Experimentos sobre Esterilização

Em torno de março de 1941 e janeiro de 1945, foram conduzidos experimentos sobre esterilização em Auschwitz, Ravensbrück, e outros lugares pelo Dr. Carl Clauberg. O objetivo desses experimentos foi desenvolver um método de esterilização que seria adequado para esterilizar milhões de pessoas com o menor tempo e esforço possíveis. Esses experimentos foram realizados por meio de raios-X, cirurgias e diversas drogas.
Milhares de vítimas foram esterilizadas. Além desses experimentos, o governo nazista esterilizou cerca de 400.000 pessoas, como parte de seu programa de esterilização obrigatório. Especula-se que injeções intravenosas foram utilizadas para conter iodo e nitrato de prata e que foram bem sucedidas, mas tiveram efeitos colaterais indesejados, como sangramento vaginal, dor abdominal grave e câncer do colo uterino. Porém, a radiação era o tratamento favorito para a esterilização. A exposição de pessoas à radiação destruia sua capacidade para produzir óvulos ou espermatozóides. A radiação foi administrada enganando os presos, estes eram levados para uma sala e pedia-se o preenchimento de formulários, que levava dois a três minutos. Alguns eram submetidos a sessões de raio X, mas na realidade estavam sendo expostos a radiação. O tratamento de radiação era administrado sem o conhecimento dos presos, tornando-os completamente estéreis. Muitos sofreram graves queimaduras por radiações.

Experimentos com tifóide

Em dezembro de 1941 até fevereiro de 1945, experimentos foram conduzidos para investigar a ineficácia dos pontos com febre e outras vacinas. Em Buchenwald, uma grande quantidade de detentos saudáveis foram deliberadamente infectados com a bactéria do tifo para manter as bactérias vivas; Mais de 90% das vítimas morreram. Outros detentos saudáveis foram usados para determinar a ineficácia das vacinas e um número de diferentes produtos químicos. No decorrer desses experimentos, 75% dos detentos foram vacinados ou alimentados com uma das substâncias químicas e, após um período de três a quatro semanas, foram infectados com germes de febre com pontos. Os restantes 25% foram infectados, sem qualquer protecção prévia para comparar a ineficácia das vacinas e produtos químicos. Centenas de indivíduos morreram. Foi também realizado experimentos com a febre amarela, a varíola, tifo, paratifo A e B, cólera e difteria. Experimentos similares foram realizados com resultados semelhantes em Natzweiler.

Experimentos com venenos

Em torno de dezembro de 1943 e outubro de 1944, experimentos foram conduzidos em Buchenwald para investigar o efeito de diferentes venenos. Os venenos foram administrados secretamente na alimentação de indivíduos. As vítimas morreram em consequência do envenenamento ou foram sacrificadas imediatamente, a fim de permitir autópsias. Em setembro de 1944, eram disparadas balas venenosas contra os presos, que após a tortura, faleciam.

Experimentos com Bombas Incendiárias

Por volta de novembro de 1943 e janeiro de 1944, experimentos foram conduzidos em Buchenwald para testar o efeito de vários preparados farmacêuticos de fósforo. Estas queimaduras foram infligidas a prisioneiros com fósforo extraído de bombas incendiárias.

Experimentos de altas altitudes

No início 1942, os prisioneiros do Campo de concentração de Dachau foram utilizados por Rascher em experiências com pilotos alemães, que se ejetava em altas altitudes. A baixa pressão contendo esses prisioneiros era utilizada para simular as condições a altitudes de até 20 km (66.000 pés). Havia rumores que Rascher realizada vivissecções no cérebro das vítimas que sobreviviam ao experimento inicial. Das 200 vítimas, 80 morreram nos experimentos, e os outros foram executados.

Documentação e Estudos

O médico psiquiatra Robert Jay Lifton , em seu livro “Os Médicos Nazistas”, em Inglês The Nazi Doctors apresentou detalhado estudo sobre como profissionais médicos racionalizavam sua participação em tais experimentos .

Relação com a Operação Paperclip

Originalmente chamada de Operação Overcast, a Operação Paperclip foi o nome de código da operação realizada pelo serviço de inteligência militar dos Estados Unidos para cooptar e levar aos Estados Unidos cientistas especializados em foguetes (V-1, V-2), eletro-gravitação (Discos Voadores/OVNIs), armas químicas, e medicina da Alemanha com o colapso do governo nacional socialista após a Segunda Guerra Mundial. Esses cientistas (dentre eles Wernher von Braun) e suas famílias foram secretamente levados para os Estados Unidos, sem o conhecimento ou aprovação do Departamento de Estado norte-americano. Nenhum deles tinha qualificação para um visto de entrada nos EUA, pois todos haviam servido a causa nazista durante a Segunda Guerra Mundial .
Grupo de 104 cientistas levados para os Estados Unidos através da Operação Paperclip.

Questão da Ética médica

Muitas pessoas morreram como consequência das experiências efetuadas pelos nazistas, enquanto muitos outros foram assassinados depois dos testes terem sido concluídos, ou para estudar o efeito das experiências na autópsia. Aqueles que sobreviveram foram deixados muitas vezes mutilados, com incapacidades permanentes, corpos debilitados e problemas psicológicos.
Em 19 de agosto de 1947, os médicos foram capturados pelos Aliados, e levados aos processo conhecido como USA vs. Karl Brandt et. al., vulgarmente conhecido como os Julgamento dos Médicos. No julgamento, vários dos médicos alegaram em sua defesa que não havia direito internacional relativos a experimentação médica.
No entanto, a medicina alemã e a discussão envolvendo o consentimento informado, antecede a Segunda Guerra Mundial. Em 1900, o Dr. Albert Neisser infectou pacientes (principalmente prostitutas), com sífilis sem o seu consentimento. Apesar do apoio da maioria da comunidade acadêmica, a opinião pública liderada pelo psiquiatra Albert Mollficou contra Neisser. Enquanto Neisser foi multado pela Royal Disciplinary Court, Moll desenvolveu “uma teoria de um contrato legal positivista da relação médico-paciente“, que não foi aprovada para o direito alemão. Eventualmente, o ministro dos direitos religiosos, educacionais e assuntos médicos afirmou que intervenções médicas que não sejam para fins de diagnóstico, curativos e imunização deveriam ser excluídos em todas as circunstâncias, e que o paciente devia ser informado sobre as possíveis conseqüências negativas da experiência ao qual passaria. No entanto, isto não foi juridicamente vinculativo.
Em resposta a ausência de regulamentos da relação entre paciente e médico, os Drs. Leo Alexander, e Andrew Conway Ivy elaboraram um memorando com dez pontos intitulado “Experimentos Médicos Permitidos” que passou a ser conhecido como o Código de Nuremberg. O Código define que experiências devem ser realizadas somente com o consentimento dos pacientes, que não devem causar dor desnecessária e sofrimento, e que deve haver certeza de que a experimentação não vai resultar em morte ou invalidez. No entanto, o Código não foi citado em nenhuma das acusações contra os réus e nunca se converteu em lei, tanto na Alemanha quanto nos Estados Unidos.
Médicos nazistas foram réus no tribunal de Nuremberg em 1947
Médicos nazistas foram réus no tribunal de Nuremberg em 1947

Legado

Os conhecimentos médicos modernos sobre a forma como o corpo humano reage ao ponto de congelamento para a morte se baseia quase que exclusivamente nesses experimentos nazistas. Isto, juntamente com a recente utilização de dados de investigação nazista dos efeitos do gás fosgênio, revelou-se ser controverso e apresenta um dilema ético para a medicina moderna que não concordam com os métodos utilizados para a obtenção desses dados. Do mesmo modo, surgiu uma polêmica a partir da utilização dos resultados da guerra biológica feitas pelo Exército Imperial japonês na Unidade 731. No entanto, os resultados da Unidade 731 foram mantidas pelos Estados Unidos e a maioria dos médicos envolvidos foram perdoados.

terça-feira, 11 de março de 2014

A MEDICINA DO PASSADO

Máscaras utilizadas por médicos durante a Peste Negra. Os bicos guardavam substâncias aromatizadas.                                       

Crianças em um Pulmão de Aço antes do advento da vacina contra a poliomielite. Muitas crianças viveram por meses nessas máquinas, mas nem todas sobreviveram. 1937

Danos causados por um espartilho a uma caixa torácica. Século 19 

Remédio feminino do Dr. Kilmer. Era descrito como “O grande purificador do sangue e regulador do sistema”.

 Bronzeando bebês no Asilo de Órfãos de Chicago para compensar o raquitismo. 1925


Mulher com perna artificial com vergonha de mostrar o rosto. 1890-1900

Mão protética de madeira. 1800 
Alguns itens utilizados para disfarçar lesões faciais – a mais antiga cirurgia plástica (literalmente?)
Garrafa de transfusão de sangue. Inglaterra, 1978

Aparelho para coluna vertebral do Dr. Clark. 1878
Exame neurológico com um dispositivo elétrico. 1884


Prótese de perna



Kit dos cirurgiões da Guerra Civil dos Estados Unidos



Sala de fisioterapia de Walter Reed. Anos 20


Garoto numa espécie de cadeira (cama) de rodas antiga. 1915

Ferramenta obstétrica para ensinar estudantes de medicina e parteiros sobre o parto. 1700-1800

Tratamento para escoliose de Lewis Sayre


Antigo desfibrilador


Cadeira de parto usada até os anos de 1800


Facas de cirurgia. China, 1801-1920


Modelo anatômico. Os médicos não podiam tocar os corpos das mulheres, então utilizavam este modelo para descrever e apontar locais das dores. 

Técnico(a) de enfermagem de radiologia. Primeira Guerra Mundial, 1918

Um dos primeiros procedimentos cirúrgicos utilizando éter como anestesia. 1855-1860

Palestra num auditório médico. Chicago, 1900


Tratamento para insanidade típico do século 19 e início do 20. Os pacientes eram envolvidos com lençóis molhados e dispostos em fileiras 

Leonid Rogozov, o único cirurgião em uma expedição na Antárctica, realizando uma cirurgia em si mesmo depois de sofrer de apendicite. 30 de abril de 1961

Edward Mordrake – o homem com uma face demoníaca (como o próprio Edward dizia) atrás da cabeça que, bizarramente, não podia comer ou falar, mas podia sorrir e chorar. Edward se matou aos 23 anos, pois nenhum cirurgião era capaz de remover o rosto extra.


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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sua alma e seu corpo me pertence



            Em uma pequena vila pacata e pouco povoada, existia um casal de fazendeiros empresários que pensava apenas em riqueza, poder e ser bem sucedidos, sem medir esforços. O casal era conhecido por serem pessoas ruins, pensavam apenas em si mesmo sem respeito pelos próprios empregados.
                O tempo foi passando e os negócios não iam muito bem. Suas lojas passavam por grandes crises, quase insuperáveis. Depois de tantas tentativas mal sucedidas, seus lucros diminuíam cada vez mais e em busca de melhores rendimentos, não encontraram alternativas. No meio da noite foram em uma encruzilhada e fizeram um pacto. Entregou sua alma ao diabo em troca de sucesso nos negócios.
                Como o combinado, pacto com o diabo trouxe riquezas e prosperidades, aumentando o poder e as riquezas, e juntamente,o coração maligno dos fazendeiros, que mandavam matar inimigos e traidores,e metia medo nos empregados. Sabendo do poder do casal, até mesmo o delegado da cidade ignorava as varias denuncias contra o fazendeiro.
                Mas tudo tem o seu preço e em pouco tempo a decadência e a ruína fizeram com que o casal perdesse propriedades e dinheiro. Uma doença misteriosa matou-os de um so vez, sem nenhuma explicação. Nada foi encontrado em suas autopsias.
                Na noite do velório alguns poucos parentes estavam presentes, uma tempestade se aproximava e o vento derrubou uma parede sobre os corpos que foram jogados no chão e antes que as pessoas pudessem fazer algo,dois cães negros e enormes entraram pelo buraco da parede e cada um arrastou um corpo para fora.
                Os corpos nunca foram encontrados,não existe duvidas de que o diabo veio cobrar o que o pertencia.


Enviado por Bruno Reis